ROBERTA MIRANDA

 

Se escrevessem um livro sobre a música sertaneja, com certeza, a noite de 08 de março não caberia em um capítulo. Aliás, a noite daquela quarta feira merece mais do que isso porque passou a representar um marco na história da mulher na música popular brasileira. É a confirmação de que definitivamente a mulher fincou o pé e se impôs no segmento antes tão representado apenas por homens em seus compositores, intérpretes e temas. A mulher conseguiu ocupar um lugar de destaque e, na noite de 08 de março, tão simbólica pela data comemorativa que é, isso foi confirmado sob a batuta e regência de sua maior intérprete, precursora desta batalha e grande rainha, Roberta Miranda.

Foram seis participações e nove estrelas que abrilhantaram o palco do Espaço das Américas em São Paulo ao lado de Maria Albuquerque de Miranda, a paraibana cantora, compositora de hinos sertanejos e escultora e pintora e artista em toda sua essência, uma musa que, em trinta anos de carreira, carrega o título de rainha da música sertaneja. O repertório difícil de montar juntou 20 canções, sendo sete inéditas e muitos sucessos. Vozes de todos os timbres, primeiras e segundas, muitos estilos de interpretação, mulheres lindas, fortes e de muito, muito sucesso. Solange Almeida, Maiara e Maraisa, Simone e Simaria, Naiara Azevedo, Day e Lara e Marília Mendonça conseguiram atender ao pedido que sempre foi constante de Roberta Miranda que era a presença da mulher na música sertaneja. "Nunca admiti essa ausência. Hoje, posso olhar pra dentro de mim mesma e me sentir realizada, enxergar que estou deixando meu legado, reconhecer uma parte de mim mesma em cada uma delas e saber que elas reconhecem isso também. E esse resultado se  transformou em pura emoção, luz e muita benção."

 

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